escoliose

Toda curvatura de coluna é escoliose?

A coluna vertebral é formada por quatro curvas fisiológicas: a cervical, torácica, lombar e a sacra, consideradas naturais e normais da estrutura do nosso corpo. No entanto, quando estas curvaturas apresentam desvios posturais, que podem estar relacionadas à má postura e fatores congênitos (ou por: diversos fatores, explicados abaixo), influenciando na estética e na qualidade de vida da pessoa, um especialista precisa ser procurado.

Entre estes desvios anormais, um bem conhecido da população é a escoliose, que é uma alteração estrutural tridimensional da coluna, caracterizada principalmente por um desvio lateral (esquerdo ou direito). O problema pode ser congênito, quando o paciente nasce com uma vértebra mal formada – parcialmente inclinada, pode ser neuromuscular, relacionada a alguma doença do sistema nervoso que acarreta fraqueza na musculatura da coluna vertebral ou pode ser idiopática sem causa conhecida.

Mesmo não sendo congênita, a escoliose pode ter início ainda na fase de crescimento. Sedentarismo, muitas horas em frente ao computador ou videogames com postura errada, e sobrecarga da coluna através das mochilas escolares, podem ser fatores para agravar o problema, que atinge de 2 a 3% dos adolescentes.

Em geral, o problema gera dores de leves a moderadas, e raramente intensas. O sintoma mais frequente está relacionado à parte estética, pois com o aumento da curva ocorre uma assimetria do corpo, o que incomoda muito os pacientes, principalmente as meninas e mulheres, público mais atingido pelo problema. O uso excessivo do salto alto e à sobrecarga de um dos lados da coluna, pelo uso de bolsas pesadas, podem piorar os sintomas relacionados à dor.

O diagnóstico da escoliose é inicialmente clinico, em que o especialista pede para o paciente inclinar o corpo para frente até que o tórax esteja paralelo ao chão, e assim visualiza diferença com um lado do tórax mais alto que o outro. Outras alterações vistas no exame é a assimetria dos ombros e da distancia do braço para o corpo e/ou dos quadris. Após o diagnóstico clinico, é feito o diagnostico radiológico, com um exame de raios-X especifico.

O tratamento pode ser realizado através de reeducação postural, uso de coletes ou, em casos mais graves, por intervenção cirúrgica. No entanto, apenas um especialista, ao analisar o caso, poderá indicar qual método será o indicado ao paciente.

E, como a maioria das doenças, o diagnóstico precoce é muito importante.  Através do fortalecimento muscular e da atividade física, que são sempre benéficos para manter a musculatura de forma adequada.  O acompanhamento médico regular pode identificar precocemente os casos que estão piorando e recomendar a terapêutica mais apropriada, inclusive a cirurgia.

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