hernia de disco

Dia Mundial da Coluna – Dor do nervo ciático: doença ou sintoma?

No próximo 16 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Coluna, data em que diversas entidades de saúde chamam a atenção para os cuidados com a coluna. E dentre os temas mais importantes nas dores lombares, um em especial é o que mais leva pessoas aos consultórios médicos: a dor do nervo ciático, gerada em mais de 90% dos casos, pela hérnia de disco.

A hérnia de disco é uma doença que ocorre pelo desgaste ou trauma dos discos vertebrais lombares ou cervicais, que acabam por apertar as raízes nervosas que passam próximas a eles, e quando permanece por longo tempo, interfere na qualidade de vida e limita atividades simples do dia-a-dia do indivíduo por sua dor intensa, conhecida então como dor do nervo ciático.

Desta forma, embora comumente relatada como uma doença, na verdade a dor ciática é um sintoma da hérnia de disco, que acomete cerca de 5,4 milhões de brasileiros, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2014. Dentre 10% restantes, estão atividades físicas pesadas, posturas erradas, tumores e fraturas na coluna.

Apesar de apresentar como sintomas o formigamento e dor na região do quadril, na maioria dos casos a hérnia de disco tem como principal sintoma o incômodo doloroso no nervo ciático, caracterizado pela dormência e fraqueza que correm para as pernas e dedos.

A genética e envelhecimento, exercícios físicos intensos, praticados por profissionais ou atletas de finais de semana, também podem favorecer o aparecimento do problema.

O diagnóstico, tanto da hérnia de disco como da dor ciática, é clínico e só pode ser feito pelo médico, que examinará o paciente, analisará seu quadro e, dependendo do caso, solicitará exames.

Quanto ao tratamento, 90% dos casos a doença é bem controlada com medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares), fisioterapia e eventuais infiltrações. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, apenas os pacientes graves, que não apresentam melhora da dor com os tratamentos conservadores é que possuem indicação para a cirurgia.

Nestes casos, a técnica cirúrgica normalmente empregada é a minimamente invasiva, em que são feitos pequenos cortes na pele e no músculo, permitindo remover a hérnia com o auxílio de um microscópio e/ ou endoscópio. Alguns pacientes podem necessitar de cirurgias maiores, mas, apenas a remoção da hérnia é suficiente, na extrema maioria dos casos, sem a necessidade do implante de parafusos. Em 95% dos casos a melhora é definitiva.

Por último, o neurocirurgião lembra que é necessário procurar um médico especializado sempre que algum sintoma surgir e que nunca se deve se automedicar, pois a automedicação tende a mascarar o sinal que identifica que algo que está errado, retardando seu diagnóstico e tratamento precisos.

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