Cirurgia da Coluna para quem precisa

Quem já não sofreu com dor nas costas? E quantos não têm problemas recorrentes? Alicerce do corpo humano, não raro a coluna vertebral sofre os efeitos de hábitos nocivos ou de doenças degenerativas. Devido a grande número de pacientes, as doenças da coluna acarretam um grande impacto social e econômico. Provas disso são os diversos estudos na literatura médica apontando que 90% da população adulta irá apresentar algum problema na coluna pelo menos uma vez na vida. A boa notícia é que menos de 10% destes casos terão alguma indicação cirúrgica.

A despeito de muitos mitos em torno dos procedimentos cirúrgicos envolvendo a coluna, o neurocirurgião especialista pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), Dr. Alexandre Elias, tranquiliza que os procedimentos estão cada vez menos invasivos e sendo realizados cada vez mais com parcimônia, seguindo a tendência de outras especialidades.

O médico relata que hérnia de disco, estenose do canal lombar e mielopatia espondilótica continuam sendo as principais responsáveis por levar os pacientes às mesas cirúrgicas, mas não são todas as alterações em exames de imagem que levam ao procedimento. “De maneira geral, as cirurgias são indicadas em ultima instância dentro do protocolo de tratamento, para pessoas que efetivamente não respondem às terapias conservadoras ou que possuam déficit neurológico e fraqueza progressiva dos membros”, relata.

As vias empregadas na atualidade são duas: as que abordam profundamente as estruturas da coluna e os procedimentos minimamente invasivos (pequenas incisões na pele), recomendados para casos específicos.

Dependendo do tipo de cirurgia o paciente pode receber alta no mesmo dia. E ao contrário do que muitos imaginam, ele é orientado a caminhar e mudar de posição frequentemente, pois o repouso contínuo não é bom no pós-operatório.

Alguns indivíduos apresentarão dor pós-operatória, que normalmente é bem manejada através de medicações analgésicas. Outros precisarão reabilitar seu desempenho em relação ao esforço físico através de fisioterapia, (RPG – Reeducação Postural Global) e/ou atividades físicas de baixo impacto.

Manter a coluna ereta durante todo o dia, caminhar alguns minutos a cada uma hora e atentar na postura quando pegar coisas do chão ou peso são dicas simples, mas extremamente efetivas para evitar problemas na coluna vertebral. Ao sinal de qualquer problema nas costas, consultar um especialista na área é fundamental para diagnóstico precoce e correto tratamento, que também evitam o agravamento de casos que podem levar à cirurgia.

Dr. Alexandre José Reis Elias

Mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), research fellow em cirurgia da coluna vertebral na University of Arkansas for Medical Sciences (EUA), doutor Alexandre Elias também tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral (SBC).

O médico ainda atua como preceptor de cirurgia de coluna vertebral no Departamento de Neurocirurgia da Unifesp desde 2007 e como membro do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.

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